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 Spirit revealing

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anime_cg

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Masculino Virgem Macaco
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MensagemAssunto: Spirit revealing   Sab Nov 22, 2008 4:38 pm

Capitulo I: O Sonho

São cinco e meia da manhã e uma menina, de onze para doze anos, desperta em seu quarto.

Ela é alta e magra. Possui Longos cabelos castanhos e olhos esverdeados marcantes.

- Julia, ande rápido ou vai se atrasar para seu primeiro dia de aula.

- Já vou mãe. Estou arrumando minha mochila.

A garota desce por uma pequena escadaria até uma cozinha onde havia uma mesa com seu café-da-manhã a esperando. Nela também estava sua mãe - uma mulher alta, magra e loira vestida formalmente - e seu pai - este um homem baixo, porém robusto, também vestido socialmente.

- Filha, me conte como foi sua noite. - Questiona o pai.

- Boa... - Responde Julia com olhar distante.

- Você voltou a ter um daqueles sonhos novamente?

- Sim, porém, desta vez com mais detalhes do que o anterior.

- Nos conte então. - Indaga a mãe.

- Bem, eu estava no alto de uma grande montanha muito fria e repleta de neve. O céu era azul e limpo. Eu vestia meu uniforme e minha mochila. Em minhas mãos repousava uma fina espada com uma espécie de diamante vermelho no centro. Tudo estava extremamente quieto até um grande objeto cair do céu e provocar uma grande explosão. Sim, eu sei que até ai vocês já sabiam, porém, o diferencial vem agora: quando a fumaça me toma por completa eu me vejo na cozinha de uma casa muito bem cuidada e limpa. Havia uma mesa no centro e vários eletrodomésticos. Olho para um relógio que marcava meio dia e para um calendário com a data de três de dezembro de dois mil e dez...

- Mas filha, por que esses sonhos te perturbam tanto? - Questiona o pai, interrompendo a filha.

- Pai, algo me diz que algo parecido, se não idêntico, irá acontecer. O que me preocupa é o por quê destas revelações só aparecerem para mim.

- Calma filha... Vai ver isso é influência dos inúmeros livros que você anda lendo ultimamente. - Consola a mãe.

- Assim espero.

Aquele momento se finda e cada um segue seu caminho: mãe e pai para o trabalho e Julia para a escola.

- Amiga! Venha, vamos sentar ali naquele banco. - Chama Samara, uma garota baixa e robusta. Curtos cabelos ruivos e olhos castanhos. - Me conte como foi suas foram suas férias?

- Foram boas... Mesmo eu tendo que ter ficado em casa. Soube que você viajou.

- Sim... Meus pais ganharam um presente na firma onde trabalhavam e fomos visitar a Europa.

- Sorte a sua.

- Sim...

Naquele instante, um pouco depois de sua amiga começar a discursar sobre suas férias no velho mundo, Julia se desliga da conversa e começa a observar uma criancinha, loira de olhos azuis e vestida de branco, pular e brincar logo a sua frente.

- Julia...! Julia...! - Chama Samara.

- Sim... Você estava me contando sobre suas férias.

- Era o que eu pensei até notar você olhar para o nada...

- É que... Nada... Vamos, o sinal já tocou.

Durante o restante da aula a menina não parava de pensar na criança vestida de branco.
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Masculino Virgem Macaco
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MensagemAssunto: Re: Spirit revealing   Dom Nov 23, 2008 8:36 pm

Capitulo II: a criança vestida de branco

- Julia, passe a bola! - Grita Gustavo para a colega, que estava próxima ao gol adversário.

- Pense duas vezes...! - Murmura Samara ao tomar a bola.
- Chuta! Vamos... Chuta! - Gritava João, goleiro adversário de Julia.

Sem olhar para os lados nem muito menos para trás, Samara se via cara a cara com Flávio, um rapaz da sua idade, estatura baixa e curtos cabelos negros arrepiados.

- Segura essa! - Berra a garota ao chutar com todas as forças a bola que passa pela defesa do menino e penetra no gol.

Soa então o apito do professor juntamente com o sinal para o intervalo.

- Venha Julia, vamos para a cantina! Quero comprar meu lanche. - Chama Samara.

Já faz quatorze dias desde a aparição da criança vestida de branco e Julia já não mais se lembrara do ocorrido. Mesmo tendo chamado bastante sua atenção, ela pensara que a menina poderia ser alguma irmãzinha de algum aluno, já que aquele era o primeiro dia do ano letivo.
O sinal novamente soa e todos se dirigem para as salas.

- Agora é aula com o Aguiar... - Comenta João para todos ao passarem pela porta de entrada da sala de aula.

- E o que nós temos haver com isso? É a melhor aula para se tirar um cochilo. - Responde Amanda pouco depois das amigas Julia e Samara se sentarem em seus lugares.

O lugar onde as amigas e os demais colegas estudavam era ampla e, como na maioria das escolas particulares, possuía ar-condicionado e carteiras novas. Acomodava trinta estudantes mais o professor, que tinha como auxílio um quadro digital, onde bastava digitar tudo em um computador para este aparecer na lousa.

- Hoje daremos continuidade aos nossos estudos sobre o antigo Egito...

Conforme Aguiar ia lecionando, um tédio tremendo ia se formando. Quanto mais palavras mais sono os ouvintes sentiam.

As mesas eram dividas de cinco em cinco formando seis fileiras.

Julia sentava no quarto lugar da sexta fileira adjacente a porta, tendo como vizinhos: Samara, atrás, João, à frente e Amanda ao lado.

- Por favor, tem como você me acordar quando o sinal tocar? - Pergunta João a vizinha de trás, que confirma com a cabeça.

- Julia, por favor, repetida isto comigo também? Desta vez é Amanda quem pede. Os dois, então, encostam a cabeça nas mesas e começam a dormir. A encarregada de despertá-los, já não mais suportando o tédio e o sono, imita os colegas e dorme.

- Julia... - Chamava uma voz suave. - Julia...

- Mãe, por favor, me deixe dormir...

- Não sou sua mãe, porém, desperte. Tem alguém que quer vê-la.

A garota abre os olhos e se espanta ao encontrar a mesma criança de branco de quatorze dias atrás.

- Quem é ela?

- Um alguém que precisa da sua ajuda.

Julia olha para os lados em uma busca em vão pela dona daquela voz suave.

- Você ainda não precisa me ver... Quando chegar à hora certa saberá quem sou eu. Mas antes acompanhe Bianca... Ela queria muito te ver.

As duas, então, se dão às mãos e seguem pela sala, como se ninguém as tivesse vendo. Vão pelo pátio e saem para a rua, onde a estudante percebe, em sua outra mão, a mesma espada de seus sonhos.

- Você precisará dela... Espero que a saiba usar. - Indaga a garotinha. - Infelizmente vou ter que te deixar ir agora... Mas a noite eu te visitarei.

Julia desperta, novamente, na sala de aula onde visualiza seu professor irritadiço com o fato dela e seus vizinhos de mesa terem dormido em sua aula.
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Masculino Virgem Macaco
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MensagemAssunto: Re: Spirit revealing   Seg Nov 24, 2008 10:11 pm

Gente... Tipo, o que estão achando da minha história? Acham que devo continuar, parar...?
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Masculino Libra Cavalo
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MensagemAssunto: Re: Spirit revealing   Seg Nov 24, 2008 10:13 pm

Pelo q li acho q lhe falta algo... talvez um pouco de humor
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MensagemAssunto: Re: Spirit revealing   Seg Nov 24, 2008 11:25 pm

Capitulo III: Bianca

Logo após serem despertos, os três seguem por um curto corredor até a sala de Orientação Escolar onde a coordenadora pedagógica os aguardava.

- Por favor, sentem-se.

O local onde o quarteto estava era pequeno e refrigerado. Havia uma mesa e, a frente dessa, três cadeiras. A decoração era pouca, contando somente com uma pintura na parede e uma planta sob a mesa da coordenadora.

- Segundo o professor Aguiar passou para mim vocês três foram pegos dormindo durante a aula dele.

- A aula dele é muito tediante. Não há como não dormir. - Indaga João.

- Verdade. Bem que ele poderia complementar mais às aulas com dinâmicas ou coisa parecida. - Complementa Amanda.

Nesse instante a coordenadora se volta para Julia e a questiona. Ela simplesmente responde que fora vitima de um forte sono momentâneo.

- Pois bem. Vou dar-lhes um dia se suspensão. Esperem no pátio que logo seus pais os virão buscar.

Sem escolhas o trio obedece.

Já em casa, os pais de Julia a interrogam.

- Filha! O que foi que aconteceu com você? Por que não tentou ao menos ficar acordada? - Questiona a mãe.

- Eu tentei... Mas não sei... Quando dei por mim já estava sonhando.

- Isto acabou muito sério. Fora a diretora quem nos telefonara. Tivemos que abandonar nossas funções para te buscar.

- Pai, por favor, perdão!

- Bem, está certo que impor uma suspensão somente porque você dormiu durante a aula é um exagero... Mas como isto acabou acontecendo, ficarás no teu quarto durante a suspensão sem computador.

A menina obedece aos pais e vai para seu quarto, onde, sem ter o que fazer se põe a escrever seus pensamentos em algumas folhas em branco do seu caderno.

Estou realmente preocupada com o sonho que tive hoje durante o dia. Pela primeira vez senti que não mais estava em meu corpo.

Sei que parece meio ridículo, mas, acho que aquilo realmente aconteceu e que alguém, sem eu não saber o porquê, está precisando de minha ajuda.

Espero que a visita daquela criança que fora chamada de Bianca não seja tumultuada ou assustadora como em alguns filmes que eu assisto...


Após encher algumas folhas descrevendo sua raiva e narrando seus sonhos, Julia deita em sua cama e dorme até ser desperta por uma mesma voz suave familiar.

- Vamos... Desperte novamente... - É uma voz feminina familiar.

Quando a menina abre os olhos, vê Bianca na sua frente, estendendo sua mão.

- Venha comigo. Tenho que te explicar porque somente você pode me ajudar.

Ao pegar na mão da criança de branco, Julia sente seu corpo ser puxado para frente. Quando a sensação para, ela se vê em uma casa antiga onde havia somente o ruído de um choro de recém-nascido cortado por um breve diálogo.

- É uma menina! - Vibra uma voz masculina.

- Não pode ser! Deus, por que não um menino? - É uma voz feminina sofrida e cansada.

- Manuela, se acalme. Sei que todos irão entender.
Quando o silêncio paira sobre o cômodo, Julia é levada, novamente, para outro local. Este agora repleto de pessoas vestindo trajes antigos e tumultuado por um falatório constante.

- Silêncio! Ouçam todos: estamos aqui reunidos para julgar o caso de Manuela e Ricardo, que tiveram um fruto de um amor proibido... A decisão que tomarmos aqui comprometerá não somente a vida do casal como também a vida da criança. - Discursa um homem já de idade e cabelos brancos. Olhos azuis esbugalhados e de estatura baixa.

- Eu acho que devemos queimá-los na fogueira. - Opina uma mulher no fundo da multidão.

- Eu já digo que eles devem ser presos e a criança mandada para algum colégio interno. - Desta vez a opinião parte de uma mulher sentada ao lado do homem que, mais cedo, pedira silêncio.

- Para não nos precipitar-mos, vamos ouvir Ricardo. - Indaga o senhor que havia pedido silêncio.

Um homem jovem, de curtos cabelos negros, alto e magro sobe então em um banco e começa a discursar para a multidão.

- Me perdoem. Sei que Manuela estava prometida a João, meu irmão mais velho, mas não havia como não a possuir. A amo de todo meu coração e sei que esta criança é a resposta desta forte chama. Por favor, me deixem viver ao lado de minha filha e de minha esposa.

“Prisão”! Fora o que todos gritaram ao final do discurso.
- Se fosse um menino vocês re-considerariam, não? Esta sociedade não vale nada e será extinta! Seja por algum governo ou por si mesmos! - Responderá Ricardo, sendo levado por dois homens.

Momentaneamente uma mulher, segurando uma criança nos braços também é vista por Julia sendo levada para outro lugar.

- Aqueles eram meus pais. Eles pertenciam a uma antiga sociedade extremamente conservadora, porém, possuidores de muitos conhecimentos ocultos e perdidos. Não posso te mostrar mais nada porque arriscaria a linha normal do espaço e do tempo. Você é a única que pode me ajudar porque era minha avó em uma de suas re-encarnações. - Discursara Bianca.

- Mas seu sou sua parenta re-encarnada, porque não me abristes a memória?

- Porque nenhum ser humano tem poder para fazer isso...

- Então é por isso que ando tendo aqueles sonhos.

- Sim e mais para frente saberás também alguns segredos de tua espada.

Ao encerrar o diálogo, Julia desperta com os chamados de sua mãe a mandando lavar os pratos do jantar.
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