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 textos variados e contos sem interesse nenhum

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Sosai Wakasaki

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MensagemAssunto: textos variados e contos sem interesse nenhum   Sab Jul 04, 2009 7:16 am

ora bem... estou aborrecido, logo, vou por aqui alguns textozinhos e contos que fiz em momentos de aborrecimento/inspiraçao.... podem conter varios erros la pelo meio... e raro eu dar-me ao trabalho de ver se tao todos bem escritos ou nao...xD

ca vai...:

Materialismo espiritualismo:

Rindo como nós, avançando como nós, dançando como nós, vestindo-te como nós, sonhando como nós, pensando como nós. Sê como nós. Obdece. Olha a tua pose, olha o que nós pensamos de ti, comporta-te como nós. Pois nós somos tudo e tudo somos nós. Nós ditamos as regras. Nós somos as regras. Nós é que sabemos o que está certo, o que está errado. Vê isto, joga isto, pensa isto, somos nós que ordenamos. Nós fazemos-te uma lavagem cerebral, para seres como nós. Agarra-te aquilo que é o poder, ou seja nós. Não tentes separar-te de nós, pois nós te iremos desprezar. Se te separares para nós estarás morto. É a tua tragédia debaixo do Sol gelado.

Materialismo. É o que a maior parte deste mundo deseja. Pensar. Simplesmente tudo o que seja material. Quero ter um Ferrari, quero ter uma mansão, quero ser melhor que este ou que aquele, quero ter dinheiro. Quero ter todo o prazer carnal possível. Venha o dinheiro! Dinheiro é poder! Sem dinheiro nada somos, nem sequer humanos somos. Somos animais. Não-civilizados. Logo, venha o dinheiro! Para ter todos os meus desejos. Para ter todas as outras pessoas a minha voda a venerarem-me, para comer todas aquelas que me apetecem, é bom, sabe bem, logo faço! Sou eu que importo! Desde que mantenha a boa figura para os outros, faço aquilo que quiser, não me interessa os outros! É simples! Faço tudo o que quero, não quero saber das consequências.

Espiritualismo. Trascendo. Poucos sentem, mas os que sentem, verdadeiramente podem-se considerar felizes. Compreendem o mundo, sem sequer necessitarem de pensar. São uno com a natureza. Posses materiais são desnecessárias, somente as querem para a sobrevivência ou para algum conforto, porém nada de especial. Desde que sintam que fazem algo bem. A felicidade é eterna, simples e eterna. É a beleza. É o som dos anjos a cantar. É a luz radiante entre as folhas das árvores. É a beleza de toda a natureza. Faço tudo o que quero, porém para obter tal felicidade, peso as consequências, sinto o que está mal e o que está certo, sem pensar no que as outras pessoas acharão de mim. Deixo-me avançar, sem forçar o meu destino. Se tem que acontecer, acontece. É esse o meu estado mental. Sinto que se deve fazer, é isso que vem do meu coração.

Baile de Mascaras:

Um baile de máscaras. Nascido num baile de máscaras. Onde olhos olham para aqui e para ali, sem nunca mostrarem a sua verdadeira chama, a sua verdadeira face. Umas dançam para ali outras para acolá. Sem nunca mostrarem o que sentem na sua eterna dança, as suas faces imóveis e inexpressivas, frias, petrificadas para todo o sempre. Sempre com aquela face misteriosa elas se agitam à volta, à volta de tudo e de todos. Mas tudo e todos são máscaras. Nada mais senão máscaras. Máscaras num baile eterno, onde os pares são sempre de dois. Mas também há máscaras que estão sozinhas. Máscaras partidas, onde se vê um pedaço ínfimo da face. Porém um pedaço que em nada modifica o petrificação da expressão.
Vez a vez, essas máscaras partidas, pedem dança a outras partidas. Em ocasiões roubam a alguma máscara dançarina o seu par. Uma luta inesgotável para o trono do salão.
Nele se juntam as máscaras vencedoras da dança. Aquelas que fizeram todas as outras máscaras tropeçarem, aquelas que dançaram com as mais variadas máscaras. No seu trono frio e sem expressão, elas se vangloriam freneticamente, porém com a mesma falta de expressão proveniente uma máscara.
Este é o mundo das máscaras, o mundo onde a mentira é a verdade e a verdade é a mentira. Um mundo de opostos, onde ninguém se dá verdadeiramente a conhecer. Aquelas que dão, refugiam-se novamente sobre uma máscara, pois são espezinhados pelas outras máscaras. A luta é frenética, é inesgotável, neste salão de dança.
Que venha a máscara que quer dançar.

Linha:

Uma linha do corpo, sim, uma linha. Uma linha do teu braço magro. Uma veia por onde corre o teu encarnado sangue. Uma linha. Uma linha representante teu. Uma linha mostra aquilo que és, aquilo que choras, aquilo que amas. Uma linha. Percorro a linha. Pulso, mão, dedo. Anel, utilizas um anel. Cinzento, cinzento como tu, morto, vivo... Representante do teu estado de espírito. O que sentes. O teu mundo, a tua glória, a tua fortuna. O mundo. O teu mundo. Pensamento pré-fabricado desde nascença. Uma luz morta, formada a partir de uma visão abstrata. Abstrato tudo é, tudo somos. Gente perdida, massas incontroláveis. Vultos e silhuetas bizarras, Nevoeiro materialista. Refugio-me no meu espaço, em santuários que não passam de infantilidades. Fujo de tudo o que me é negativo, assusto-me. Num santuário. Escondo-me, é o objectivo do sanctuário. Escondo-me e penso. Penso. Penso. Penso. Penso. Penso. Penso. Ainda finjo que penso. Finjo que penso. Penso naquilo que se passa à minha volta. Penso e torno-me apático. A minha volta só vejo a tristeza, o medo, o desgosto. Choros e mais choros, raivas e mais raivas. Fecho os olhos. Estou no meu sanctuário. Espero que o tempo negro acabe. Passa tempo. Vento do tempo, sopra mais rapidamente. Trás-me aquilo que eu quero. Sopra. Sopra. Sopra! Mas tu não queres soprar. Que fazes vento? Nem um sussurro tu me envias. Quero-te ouvir. Por favor. Quero-te ouvir. Gritas mas não te ouço. Simplesmente esperarei que mandes um berro, como nunca eu ouvi. Transportar-me-ás pelo destino. Refugiar-me-ás no mundo de Hades, enquanto eu não estiver composto. Sem medo. Sem receio. Sem nada. Nessa altura irei aperceber-me que sou parte do teu exército. Um exército sem sentimentos. Um exército como outro qualquer. Mas então, nessa altura eu lembrar-me-ei. Lembrar-me-ei de uma linha. Uma linha do teu braço magro. Uma linha do meu braço magro. Uma linha que nós somos e nada mais. Uma linha onde tudo começa. Uma linha onde tudo acaba.


Última edição por Sosai Wakasaki em Sab Jul 04, 2009 7:20 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Sab Jul 04, 2009 7:17 am

A Máscara:

Nada muda. Tudo o mesmo. A cal das paredes já envelhecidas pela humidade não cai. O chão poeirento não range. O cadeirão antigo, de carvalho continua no centro do salão. Está simplesmente iluminado por um fio de luz proveniente de uma janela distante, que não está tapada com pedaços de madeira como todas as outras. O tecto cinzento, decorado com desenhos cristãos há muito desaparecidos, mostra inúmeras rachas, todas encaminhando para um único ponto: O candelabro do século XIX. O candelabro que há muito tempo reluzia uma brilhante luz dourada, quando o salão era palco dos maiores e mais excitantes bacanais. Porém hoje, neste dia, o candelabro continuava como há muito tempo. Envelhecido.
As histórias pela qual a o sala são as mais excitantes, as mais aborrecidas. Desde grandes discussões do Conde que lá habitava, às inúmeras vezes em que tal sala assistiu a figuras nuas, cheirando a suor, embrulhadas umas nas outras em êxtase puro. Porém a história contada não remonta ao tempo do Conde, mas sim à idade actual. A história do livro.

Procuro um sítio para ler o livro que ela me deu. Nunca o abri, nunca tinha ouvido o seu título mencionado. Simplesmente li o título e perguntei se ela me podia emprestar. Ela aceitou o meu pedido e assim eu fiquei com o livro na minha pose. Continuo a caminhar. Caminho pelo passeio, à beira de uma estrada muito movimentada da minha cidade. O fumo dos tubos de escape sente-se no ar, fazendo o ambiente ser abafado e asfixiador. As pedras da calçada estão parcialmente soltas, fazendo com que pequenos pedaços de erva daninha surgem entre cada pedra. Ouço música nos meus headphones recentes. Ao som de Ulver eu caminho despreocupadamente sem um único objectivo a não ser encontrar um lugar onde possa ler o livro.
Viro numa esquina. Entro por uma rua estreita onde as casas são baixas e antigas. Porém dentro delas ainda se ouvem sons da televisão, com os talk shows da tarde aos berros. Provavelmente idosos se encontram lá dentro, esquecidos pelos seus filhos preocupados com o stress do dia a dia, simplesmente trabalhando constantemente. As janelas das casas são decoradas com antigos cortinados de renda, e no exterior com pequenos canteiros, com amores-perfeitos. Não ligo muito ao cenário, simplesmente avanço ao ritmo da música enquanto penso em pequenos problemas da minha vida. Problemas esses que são demasiado insignificantes pare eu sequer pensar neles. Porém eu não deixo de pensar neles. Problemas como todos nós temos.
Passo inúmeras casas, encontro um gato preto que olha para mim com os seus grandes olhos amarelos desconfiados. O seu pelo é limpo e lustroso, sinal que provavelmente tem dono. Aparenta ser novo. Sendo eu um adorador de gatos, não resisto e tento captar a sua atenção. Aproximando-me vagarosamente, tento não assustar o gato e roubar-lhe uma festa. Ponho-me de cócoras, bato no chão com a mão e começo a chamá-lo. O gato vira-me o focinho e esgueira-se para um pequeno buraco que está num muro. Desapontado com a fugida do gato levanto-me e olho para o muro por onde ele passou.
Fico deslumbrado! Um muro enorme, de pedra coberta de hera. Com 2 metros de altura e demasiado grande para conseguir dizer qual o seu comprimento. Vou a procura do portão para ver o que tal muro alberga no interior. Caminho e caminho até chegar a um portão de ferro enferrujado.
Um pouco maior que o muro, o portão surge imponentemente. Com vários tubos de ferros verticais e 6 horizontais em cada uma das portas, a anatomia da entrada é. Cada um dos tubos verticais acaba em forma de lança no topo, impedindo que algum desconhecido tente entrar de forma hostil. Um pouco acima do meio de cada uma das portas, encontra-se um brasão com um imponente leão de lado gravado de perfil, e uma frase em latim: Potestatem et Fortuna. Latim, uma língua que sempre me interessou. Reconheço as duas últimas palavras: “e fortuna”. Porém a primeira não sei o que quererá significar.
Olho para o que está dentro do portão e vejo uma selva de ervas daninhas a conduzirem a uma grande casa senhorial, dotada de tempos antigos. As suas paredes brancas, o telhado vermelho, maltratados pelo tempo. As janelas tapadas com tábuas impedem a casa de mostrar a sua outrora beleza. Quem terá vivido naquele lugar, pergunto-me eu. Ponho as mãos nos ferros enferrujados do portão e para o meu espanto, ele reage, abrindo-se. Assusto-me com o som a ranger.
Observo a casa antiga e pergunto-me se poderia lá entrar, mesmo sabendo que não o devia. A minha curiosidade é insaciável e não resisto. Verifico se alguém me observa, e entro rapidamente na moradia.
Caminho por um pequeno passeio de pedra, coberto de ervas daninhas hoje em dia, olhando para um lado e para o outro. Vejo uma fonte de pedra, sem água, onde, no seu centro, se encontra uma escultura de pedra de um menino pequeno e gordinho com a mão no seu pénis, imitando uma criança a urinar. Não dou muita importância a tal fonte, e avanço até a umas escadas de pedra que dão acesso a porta.
Subo as escadas, impacientemente e aproximo-me da porta. A porta, coberta de tábuas, mostrava alguma da riqueza que o morador teria. Feita de madeira, possuía 2 brasões de metal nela, os mesmos brasões que estão no portão. Vendo que não tenho hipóteses de entrar pela porta desço as escadas desapontado.
Dou uma volta inteira à casa à procura de sítio para entrar. A minha curiosidade está no seu clímax. Passo por paredes rachadas, janelas tapadas, madeira no chão até que finalmente vejo uma varanda que posso facilmente trepar. Uma dos janelões da varanda está livre de obstáculos e com vidros partidos. Penso para mim próprio que não deve ser difícil entrar por ali. Ponho-me em cima de uma pedra que está junto a varanda, as minhas mãos no parapeito dela e com algum esforço elevo-me. Passo para o outro lado com os pés a escorregarem minimamente na parede. Avanço para o janelão e espreito. Um grande salão, minimamente iluminado se vê. Empurro a portada. Está aberta. Entro no salão.
Cortinas de veludo avermelhadas, rasgados e cobertos de pó se encontram em algumas das infindáveis janelas. Engraçado que no exterior parecia haver menos janelas na casa. A única luz que entra em tal sítio vem do lugar por onde eu entrei. Olho para o tecto e vejo minimamente uns desenhos pintados… Não consigo perceber o que retratam, simplesmente vejo figuras soltas, umas despidas, outras não. A chorarem, a rirem, a sofrerem, zangadas, angustiadas. Vejo alguém crucificado. Um candelabro gigantesco, dourado e sujo, com teias a ligarem lugares onde outrora velas tinham ardido. Comecei a contar o número de velas que aquele candelabro conseguia albergar. Era composto por 4 níveis. O inferior possuía 20 lugares, o segundo nível tinha 14, o terceiro 6 e o superior tinha 2. 42 espaços para velas no total. No centro do nível inferior havia de novo o brasão. De certeza que o dono daquele lugar era obcecado pela sua família. E extravagantemente rico.
A única peça de mobília que vejo é um cadeirão. Com as pernas curvas, de veludo bordo e pregas douradas, ele está em repouso, gasto pelo tempo.
Continuo a sondar a sala, e para além de inúmeras rachas nas paredes e no tecto não vejo nada a não ser o candelabro, o cadeirão, as janelas tapadas com tábuas e uma porta também por tábuas coberta. Acho aquele sítio perfeito para a leitura.
Aproximo-me da janela onde entrei e sento-me no chão de madeira, que se queixa de uma forma fria e ameaçadora, rangendo. Abro então o livro que ela me emprestou. E um sentimento me invade.
O cheiro, o odor do livro. Sinto-o de uma maneira avassaladora. Nele está o odor dela. Um odor extremamente sensual e feminino. Um odor que tinha saudades. O cheiro é viciante. Um cheiro que endoidece qualquer homem que o sente. Uma cheiro muito feminino, cheirando minimamente a leite quente. Mas sem parecer leite quente. Indescritível, nenhuma palavra eu consigo dizer sobre tal cheiro. Excepto o quanto dele gosto, o odor dela, da pessoa que amo. O cheiro é tão potente que até me sinto excitado.
Começo a ler o livro. Passo o primeiro capítulo e o segundo. É muito interessante o livro, fico facilmente embrenhado na sua história, apesar de ela ainda se estar desenvolver. O odor do livro, misturando-se com o odor do salão faz-me causar excitado e tonto. Continuo a ler sem parar. O tempo parece que parou, visto que a luz se mantém constante. A leitura não termina. Simplesmente avanço nela.






Porque procuras aquilo que não te é concedido?

Sabes que o conhecimento é a fonte de tudo, das coisas, do mundo. Com o conhecimento és deus. O mais poderoso de todos.

E a experiência a fonte de todo o conhecimento. A sua torre é ilimitada, eleva-se aos céus. Percorremo-la constantemente, sem nunca atingir o seu pico.

Celebremos portanto a experiência, pois ela nos fará mais poderosos, transformar-nos-á constantemente e seremos superiores! Celebremos amigos, celebremos!
Pois Poder e Fortuna seremos nós!
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Sab Jul 04, 2009 7:18 am

Levanto os olhos da minha leitura e fico assombrado. Sinto o meu coração a cair-me aos pés. Aterrorizado, petrificado estou! A minha respiração está ofegante, começo a engolir em seco. Não percebo, não percebo, não percebo! O que se passa! Estou em choque, suor frio escorre-me por todo o corpo.
-Está bem?
Olho para o meu lado e vejo uma mulher, com grande vestido de folhados vermelho e uma máscara preta com penas a tapar somente os olhos. Tem um corpo esbelto e elegante.
-Er-er-er… Estou…
Estou rodeado de gente com máscaras! Homens, mulheres, grandes vestidos e fatos. Máscaras pretas, vermelhas, amarelas, brancas, azuis… De todas as cores e feitios. Gente a rodopiar, gente a dançar. Tecido a esfregar-se constantemente, ao som da valsa. Risos e alegria inumanas nas faces escondidas. Em cima do cadeirão, está um homem, de fato preto, com colete, e cartola. Tem o bigode cinzento, demonstrando já alguma idade. A sua barriga é grande. Constantemente a fazer discursos ele se encontra:
-O excesso é a fonte de todo o conhecimento. Sejam excessivos! Percam-se nos vossos desejos! Nunca sigam a razão mas sim o desejo! – Diz ele.
Reparo então na sala. Contínua a ser a mesma sala onde me encontrava, porém tudo é novo e reluzente. O pó, a velhice não se encontra em tal sítio. Somente a jovialidade. O cadeirão onde o homem está é o mesmo que antes se encontrava em repouso, gasto pelo tempo. As cortinas de veludo esvoaçam alegremente ao som da música, como se tivessem a acompanhar a alegria das pessoas. O candelabro emite mil e uma luzes para todos os recantos da sala, fazendo um espectáculo impressionante. O tecto encontra-se como novo e demonstra a crucificação de Jesus Cristo, e todo o furor à sua volta. O prazer do Inferno, o choro do Céu, a desilusão do Inferno, a alegria do Céu. Uma orgia de emoções.
- Desculpe, mas não se ergue, meu caro cavalheiro? Não se deve fazer esperar uma dama durante muito tempo…
A rapariga olha para mim impacientemente. Ergo-me. Noto que também estou com uma máscara de cor desconhecida, e de fato negro. A rapariga estende-me a mão.
- Voltemos à dança, senhor?
Pego na sua mão e começo a dançar com ela. Sinto-lhe o odor, um cheiro nostálgico, um odor que conheço muito bem. É ela. Olho-a nos olhos, a maneira mais fácil e subtil de a verificar. Realmente estou certo. É ela.
- O que é que estou aqui a fazer?
Ri-se.
- Meu cavalheiro, perdeu a memória com a queda terá sido? – Responde em tom de gozo.
“Que eu pense não, porém não percebo como estou aqui”, é aquilo que me apetece dizer. Continuamos a dançar. Á minha volta, vejo esboços de cores e feitios enquanto rodopiamos e dançamos. Sinto-me completamente confuso. Tento esvaziar a minha mente, mas demasiada informação entra nela. Um pé em frente, um pé atrás, um pé para o lado, um pé para o outro. O ritmo da valsa não me ajuda a clarificar tudo. Continuo a dançar com ela, sem saber o que faço.
- Está cansado, meu senhor? – pergunta-me ela, vendo-me a arfar e a suar – Deverei sugerir uma pausa na nossa dança?
- Sim, acho que é melhor.
Dirigimo-nos para a varanda da sala, a mesma varanda por onde eu me esgueirei para entrar. Os janelões encontram-se como novos, tal como a varanda. O jardim está cuidado. Contém vários tipos de flores, os quais a maioria não sei descrever o nome. Olho para o céu. Noite. Mil e uma estrelas vejo, mais estrelas do que eu alguma vez tinha visto. Tanta estrela que até fico arrepiado. Noto que não vejo postes de iluminação em nenhum lado.
- Passa-se alguma coisa?
Ao meu lado ela retira a sua máscara. Fico espantado com a beleza que ela possui com aquele vestido vermelho. Os seus lábios carnudos ficam mais acentuados, a sua cara mais elegante e nobre. Um aspecto de princesa ou rainha. Retiro a minha máscara, e olho para ela… Uma máscara completamente branca, de face inteira. Sem nenhum adereço. Uma máscara de fantasma.
- Estou confuso. É isso que se passa.
- Confuso? Um nobre da sua categoria deve estar sempre de mente clarificada, para poder receber todo o grande conhecimento. Talvez uma canção minha lhe faça bem?
Ela olha para a lua, a lua cheia. A luz do astro ilumina-lhe a cara, tornando-a mais pálida, mas não menos bela. Mostra sim a sua verdadeira cara, os seus verdadeiros sentimentos. A máscara que não se vê é retirada, mostrando-a verdadeiramente. Vejo, como que em câmara lenta, a sua boca a abrir-se e das profundezas do seu corpo, uma melodia, cantada pela sua voz doce. A sua voz flutua, tornando a valsa dentro da sala silenciosa. Absorvo-me na melodia, esperando que nunca ela acabe. Dou por mim a sorrir. Rio-me, pois lembro-me que normalmente ela argumenta que tem uma péssima voz e nunca quer cantar para mim. Deve ser um sonho, concluo. Um sonho óptimo. Sendo assim, entro no espírito do sonho. Ela continua a cantar por mais uns momentos, e finalmente a sua boca fecha-se e esboça um sorriso para mim.
- Minha cara dama, essa melodia foi como água para a minha alma. Levou todos os males para longe do meu coração, fazendo somente a alegria, o relaxamento e o contentamento de a observar sobressair. Foi o som mais belo que alguma vez ouvi. Uma autêntica musa, que todos os grandes poetas gostariam de ter como inspiração. Agradeço-lhe por me ter curado a minha ordinária confusão. Qualquer homem que ouça tal melodia por si se apaixonará.
- Obrigado pelo seu elogio. Porém não necessito de cantar tal melodia a não ser para si. Não necessito de outro homem para mim, quando o tenho a si. Por si faço tudo.
- Todo o homem deste mundo me deve querer apunhalar. Para que nunca se esqueça o quanto a amo, dedicar-me-ei sempre a si. Se alguma vez se esquecer de mim, suspirarei, mas por si aguentarei, e proteger-lha-ei.
- Não necessita de se preocupar. Nunca alguma vez me esquecerei de si. E o homem que o apunhalar, sofrerá mais de mil e umas iras. Amaldiçoárei-lo.
-Desculpe, senhor, mas o seu pai, fará o seu discurso final agora. Se não for incómodo, dirija-se a sala. – um servo interrompe-nos.
Eu e ela voltamos a colocar as máscaras e pegando-a pela mão sigo. O homem em cima do cadeirão pigarreia, a música pára, e todos os mascarados se põe a observar o homem atentamente.
- Todos se encontram aqui portanto. Sendo assim, mais uma vez, bem-vindos a esta grande cerimónia! Esta é a cerimónia da transformação! Ao longo de todo este tempo, o homem tem seguido a seguinte rotina: Pensa de manhã, actua à tarde, come ao entardecer, dorme à noite. Aqui, é onde vamos mudar tudo! Iremos ficar próximos de conhecer todo e qualquer segredo do universo. Pois eu descobri, que o excesso é a fonte de todo e qualquer conhecimento. E nesta cerimónia o excesso é bem-vindo! Foram escolhidos para receber o eterno conhecimento, o conhecimento que deus nos tentou esconder quando expulsou Adão e Eva de Éden. - aponta para o tecto com a mão direita - O conhecimento supremo. A torre do conhecimento real. O maior de todos os palácios, o mais esbelto tesouro. Hoje encontraremos o caminho final até deus! Esquecer toda a razão que nos foi ensinada ao longo dos anos é obrigatório! O homem que nunca altera a sua visão é como duas pedras que se encontram erguidas à milhões de anos. Sejamos unos com o mundo, unos com o conhecimento! Iremos estar no mesmo nível que os deuses. Seremos omniscientes! Mudemos toda o destino, zombando dele! O processo é simples. A resposta é: excesso e perca da razão humana. Assim descobriremos o nosso nome secreto, o nosso nome eterno, que o deus dos deuses nos deu, o nosso nome divino, que nos elevará. Simplesmente acreditem que acreditam que tudo é possível! Não é difícil! Se acreditarem que conseguem mover uma pedra sem lhe tocarem conseguirão! Excedam-se a vós próprios! Como? Divirtam-se como nunca se divertiram. Esqueçam tudo e façam o que querem! Tal como eu! – o homem chega-se ao pé de uma mulher com um vestido castanho exuberante, pega-a pelo colete e beija-a. Rasga-lhe o vestido, tira-lhe as cuecas e começa numa dança animal com ela.
Olho para os meus lados, vejo homens aos murros, mulheres a beijarem-se umas às outras, homens idem. Vejo tudo a comportar-se como animais, criando a orgia mais violenta e sádica possível. Grunhidos, gritos sons de prazer. Olho para ela, e vejo um homem a tentar agarrá-la. Protejo-a, porém levo um murro na cara e a minha visão torna-se vermelha. Os meus olhos começam a desfocar, a última visão que vejo antes de tudo escurecer é a cara dela chorando e depois ser agarrada por outro homem. Tudo enquanto eu caio no chão.

O excesso é a fonte para o conhecimento.

Levanto-me do chão poeirento. A minha cara vibra de dor. Sinto-me como se aquele murro fosse real. Uma dor mesmo enorme. Não resisto, pego no telemóvel topo de gama e tiro uma foto a minha cara. Tenho um olho negro. Fico sem perceber como aquilo aconteceu. Entardece, na sala poeirenta. Procuro o livro que ela me emprestou mas não o encontro. Simplesmente encontro uma máscara branca fantasmagórica no chão.


Provavelmente nao vão ler isto tudo ne, mas prontos..quem conseguiu ler, espero k tenham gostadoxD.... tb tenho um super hardcore...k por questoes obvias nao irei por aquixD (se kiserem peçam-me k eu mando por pm...basicamente tem cariz sexual e violencia levada a extremos)
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Sab Jul 04, 2009 7:34 am

OMG this is good XDDD escreves mt bem, é uma delícia ler os textos... ainda não li tudo, mas irei ler com toda a certeza. só acho k devias rever uma coisa ou outra, por incrível k pareça ainda pode ser melhorado. XDD continua. EU LEIO!!
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Sab Jul 04, 2009 7:36 am

co-kei escreveu:
OMG this is good XDDD escreves mt bem, é uma delícia ler os textos... ainda não li tudo, mas irei ler com toda a certeza. só acho k devias rever uma coisa ou outra, por incrível k pareça ainda pode ser melhorado. XDD continua. EU LEIO!!

YOSHAAAAAA!! ArigatoooouxD e eu sei k tenho k melhorar mt coisa, mas a perguiça e mt:P... e o tempo pouco.... as vezes... mas prontos, la se veraxD arigatou
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Sab Jul 04, 2009 8:39 am

Se estas a falar daquele que me mostraste super sadico... Epah... Esta muito bem escrito, mas mete uma beca de nojo xD

Mas vale a pena ler. E ja te tinha dito... Adoro os teus textos ^^
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Sab Jul 04, 2009 8:41 am

Tsukiko escreveu:
Se estas a falar daquele que me mostraste super sadico... Epah... Esta muito bem escrito, mas mete uma beca de nojo xD

Mas vale a pena ler. E ja te tinha dito... Adoro os teus textos ^^

yep...esse mesmo super sadico.... eu disse k era hardcore Rolling Eyes Razz Twisted Evil and arigatooo
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Sab Jul 04, 2009 9:43 am

hummm isso esta-me a deixar curiosa * * lol
wow hardcore...
posta entre spoiler, ou n é possivel ? ya se calhar já é pedir demais se é assim digamos k esquisito XDDD
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Sab Jul 04, 2009 9:45 am

É assim.. Aquilo é melhor pessoal com menos de 16 anos nao ler xD

Por isso é preferível ele passar aquilo por mail xD
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Rogue

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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Sab Jul 04, 2009 1:26 pm

eu adoro ler e escrever.... gostei muito dos textos, especialmente deste último. "A Máscara". adoro textos assim, inexplicáveis, fortes e envolventes *.*

eu quero esse tal todo macabro!
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Sab Jul 04, 2009 7:05 pm

Já conhecia grande parte deles Razz . Há um ou outro que já deve ter coisa de um anito até.


Sosai Wakasaki escreveu:
podem conter varios erros la pelo meio... e raro eu dar-me ao trabalho de ver se tao todos bem escritos ou nao...xD

Spoiler:
 

Não resisti Razz
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Sosai Wakasaki

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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Dom Jul 05, 2009 5:20 am

lolololololol white grande imagemxD e ok gente vou mandar o macabrozito por pmxD
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Seg Jul 06, 2009 9:03 am

esse hardcore sei eu qual é xDDDD

gosto principalmente do Baile de mascaras x3 está muito bem feito e corresponde há realidade.
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Seg Jul 06, 2009 9:12 am

pois sabes darkyxD

anyway...vou por aki um mt especial.... um poema k eu escrevi o ano passado, e k fez com k eu recebesse um murro na cara (ai como fiquei com o olho enchado e o labio rasgadoxD), pk um gajo pensou k me tava a referir a ele...

e ca ta ele (aviso desde ja k nao presto com poemas):

Dançando no sepulcro:

Eu vejo o teu mais profundo desejo,
Lambendo a minha alma,
Lambendo o meu fogo.
Tão frio, o teu contentamento.

Ah, a vergonha do sentimento,
Subrepõe-se à tua vontade,
Rios de lágrimas avançam esquecidos.
O prazer nunca obtido.

Perdido tu estás, sem retorno.
Porque optaste esquecer?
Orgulhoso do pouco mistério que tu não tens,
Sorrisos pobres e superficiais.

O teu espirito é consumido por indiferença,
Apático aos que estão à tua volta.
Preocupando-te só contigo mesmo,
Ilucionando outros, magoando-os.

Dançando sobre sepulcros
Vaidade tu obtens,
Procurando as atenções,
Escolhendo novo morto.

O teu segredo é viver morto,
Conjurado pelas aparências,
Sombras se reúnem à tua volta,
Uma flor que nunca crescerá.

Oh frio, desnaturado coração,
Optaste por esquecer sentimentos,
Paralizado pela realidade obscura
Gritas por luz artificial.


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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Seg Jul 06, 2009 9:14 am

*_* nice nice... coitado por teres levado porrada por causa do poema xD
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Seg Jul 06, 2009 9:16 am

lololol, e o k da a minha vida ser uma autentica novela:P
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Seg Jul 06, 2009 9:23 am

Novela mexicana sff xD

E devias ter levado mais xD

Btw porque é que levaste o murro mesmo? nao percebi bem x)
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Sosai Wakasaki

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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Seg Jul 06, 2009 9:26 am

Tsukiko escreveu:
Novela mexicana sff xD

E devias ter levado mais xD

Btw porque é que levaste o murro mesmo? nao percebi bem x)

pk levei? pk o gajo pensou k era dedicado a ele, k eu o tava a representarxD
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Seg Jul 06, 2009 9:32 am

lol... Ja agora... Era o açoreano?xD
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Seg Jul 06, 2009 10:37 am

eu não gosto de poemas lol

nem tenho jeito para escrever, não percebo metade e acho que os poetas são uma cambada de convencidos, egocêntricos que se fazem de vítimas e os maiores sofredores e incompreendidos à face da terra.......................... sem ofensa aos poetas que aqui se encontram!!!! xD lol tou só a descarrgar o meu desprezo pela veia poética que existe em todos nós xD


mas adorei a tua dedicatória pa ^___^
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Seg Jul 06, 2009 10:46 am

Rogue escreveu:
eu não gosto de poemas lol

lol, por acaso poemas e tb dakelas coisas k eu nao gosto mt, porem houve uma altura k me divertia a faze-losxD
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Seg Jul 06, 2009 12:47 pm

Ironicamente esse poema é precisamente o meu preferido entre os que escreveste, ou se não for pelo menos é dos meus preferidos. Pensa assim, há muito artista incompreendido que leva com tomates podres na cara. Tu levaste um murro Razz


Rogue escreveu:
eu não gosto de poemas lol

nem tenho jeito para escrever, não percebo metade e acho que os poetas são uma cambada de convencidos, egocêntricos que se fazem de vítimas e os maiores sofredores e incompreendidos à face da terra.......................... sem ofensa aos poetas que aqui se encontram!!!! xD lol tou só a descarrgar o meu desprezo pela veia poética que existe em todos nós xD


mas adorei a tua dedicatória pa ^___^

Atenção que nem sempre é assim. Embora esses sejam regra geral os mais conhecidos e apreciados (não sei porquê), nem todos os poemas falam de sofrimento, tristeza e tragédia. Eu por exemplo, escrevo poesia desde 2005, e desde 2008 que só escrevo sobre temas felizes, bastante felizes até. A meu ver a poesia (assim como toda a arte) é uma maneira de representar (atenção, digo representar e não "transpor" porque há coisas que simplesmente não podem ser exprimidas por palavras) o que vai na alma de quem está a escrever, e de o partilhar com o mundo também. E acredito sem dúivida que são as coisas mais belas e mais felizes que passam pela alma que mais devem ser partilhadas. Claro, também valorizo os poemas tristes, até porque para mim a verdadeira arte, ou neste caso poesia, não nasce da "decisão de escrever" mas sim da "necessidade de escrever". Eu próprio em tempos escrevi alguns, mas com o tempo a minha escrita mudou, assim como a minha vida e a minha alma mudaram também. Mas sem dúvida que para mim aqueles que transmitem mais felicidade e esperança, os que nos fazem reflectir ou mesmo geram uma certa empatia em nós com quem os escreve, ou até mesmo os mas espirituais, são de longe os meus preferidos, e não os mais tristes ou sofredores. Simplesmente, não te sei dizer bem porquê, esses costumam ser os mais conhecidos e apreciados pelo público geral, e consequentemente aqueles que chegam mais frequentemente até nós.
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Seg Jul 06, 2009 1:02 pm

pumba...a Rogue leva um seremão por dizer as coisas sem pensar ^^'' eheh my bad

tens toda a razão e eu sei disso, infelizmente já tive que ler muitos poemas, simplesmente não é a minha arte preferida. E eu falo por experiência própria, também já escrevi uns poemas (ou tentei, pois não tenho jeito nehum, mas tinha de experimentar)

como eu disse, estava só a desprezar a veia poética em todos nós (acho que todos temos um pouquinho de poesia no nosso sangue..não fossemos nós povo português, descendentes de camões ^^'' ) e vá, existem muitos poemas que elogiam a alegria e felicidade, mas como tu disseste, muitos dos poetas "extraordinarios" eram ..huh...meio doidos.

xii, tenho uma amiga que me mostra muitos dos poemas, nem todos são depressivos e, apesar da maior parte do sentido me passar ao lado, vou apanhando algumas ideias.

Há também poemas cómicos, irónicos, sarcásticos, completamente nonsense... e muitos até têm a sua piada (admito)

mas continuo a não gostar de poetas... ... talvez tenhas razão, é aquela ideia feita, os poetas são seres que se acham superiores e sofredores... mas foi o que eu estudei ^^'''

e por exemplo, curti o poema do sosai, como outros que gosto e que são super simples... mas no geral...poesai não é para mim.

sosai...escreve os outros textos...ainda não li o macabro, hoje à noite leio e depois dou opinião, kay?
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Seg Jul 06, 2009 1:56 pm

Sim, compreendo o que queres dizer quando dizes que ganhaste essa ideia daquilo que estudaste. Efectivamente, aquilo que se costuma ler de poesia a nível escolar encaixa muito naquela "típica imagem do poeta", e grande parte da poesia tem aquele toque triste ou depressivo, e eu próprio li muita poesia que não gostei e que encaixava muito nessa imagem (por exemplo, não gostei nada de ler Fernando Pessoa Ortónimo ou Álvaro de Campos, e Cesário Verde então detestei). Além de que esse imagem típica também é provavelmente proveniente de grande parte dos poetas portugueses conhecidos, que tinham aquela figura típica do intelectual de fatinho com uma cultura muito acima da média e etc.

É também por esse motivo que eu separo muito o "poeta racional" daquele que é pra mim o verdadeiro "poeta artista", porque como disse faço a separação entre a "decisão de escrever" e a "necessidade de escrever". Porque também eu não consigo associar a esse típico "poeta intelectual" ao caris emocional desse conceito da "necessidade de escrever". Talvez por esse motivo dou por mim a muitas vezes apreciar muito mais poesia "caseira" do que aquela proveniente de autores conhecidos. Algo que me acontece com todas as artes até. Já vi muitos desenhos de artistas "caseiros" que me transmitem de longe muito mais do que algumas das maiores obras de pintores conhecidos (embora o desenho já seja uma área em que posso falar apenas como apreciador, porque criador sou o supremo zero à esquerda Razz).

Ah e já agora, se vais ler o texto macabro do Sosai, um grande conselho: não o faças a seguir a uma refeição.
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MensagemAssunto: Re: textos variados e contos sem interesse nenhum   Ter Jul 07, 2009 8:58 am

Sosai!
gostei tanto dos teu textos principalmente dos 3 primeiros *-*
opa escreves tão bem... a sério estava mesma interessada enquanto estava a ler...

a máscara... muito interessante mesmo ^^

o poema esta muito bom também ^^ foi pena o pequeno pormenor de teres levado x'D

oh escreve mais ^^
ah e quanto ao texto macabro (espero não em arrepender) mas acho que também o gostava de ler ^^"
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