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 The Twins Melody - A Melodia das Gémeas

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Ako-nee

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MensagemAssunto: The Twins Melody - A Melodia das Gémeas   Seg Nov 07, 2011 2:40 pm

Nota: Esta história é 100% verídica.

The Twins Melody - A Melodia das Gémeas


Capítulo 1 – Aulas…


É estranho: parece que ainda ontem estava no 7º ano e agora é o primeiro dia de aulas do 8º ano. Vou para uma nova turma. Com um pouco de sorte vou ser fixe e popular como até agora tenho sido em todas as turmas. Espero não ter ninguém que não goste de mim ou então não ter ninguém de quem não goste. Bem, já são 10 horas e a apresentação é às 10 e meia. Ainda me falta tomar banho e vestir. Não sei porquê mas nos primeiros dias de aulas (ou apresentações, como alguns lhe chamam) chego sempre atrasada, em todos os anos! Bem, agora tenho de ir. Deseja-me boa sorte.
Marina fecha o diário e guarda a chave no seu sítio secreto: dentro da sua flauta, pois sabe que ninguém vai procurar o que quer que seja ali, incluindo o seu irmão Pedro, que era um ano mais novo do que ela.
Marina chega à sua nova escola: o Liceu Infanta Maria. Era a escola mais exigente de Vila Santiago, mas também a maior. Tinha mais de 500 salas de aula, uma cafetaria enorme e um pátio gigantesco! Marina estava impressionada. Ela acreditava que no início se iria perder. Então entra na escola e dirige-se a um placard com as turmas e a sala de apresentação. A sua era a turma era o 8ºC e a apresentação era na sala 120. E lá vai ela, muito nervosa.
Quando chega à porta da sala, consegue ouvir de fora uma professora a falar para os alunos que parecia não ser muito simpática. Ela bate à porta. Houve um silêncio assustador e sinistro na sala de aula. O vozeirão daquela professora já não se ouvia. E, de repente, a professora grita:
-Entre! –aí, Marina assusta-se. Abre a porta, um pouco a medo. Entra e fecha-a. Quando olha para a turma, fica espantada. Havia 25 alunos na sala, mais rapazes do que raparigas, e uns 19 pais. Os lugares estavam todos ocupados por alunos e os seus respectivos pais. Ao fundo da sala, havia outros em pé. Marina dirige-se para lá. A meio do caminho, a professora pergunta:
-Como é que te chamas?
-Marina Afonso –responde ela, com o coração aos pulos na garganta e nas pernas.
-Muito bem, foste a última a chegar. Espero que isto não aconteça nos dias de aula! Onde está o teu encarregado de educação? –pergunta ela, num tom ainda mais assustador e alto.
-A minha mãe não pôde vir, foi à apresentação do meu irmão. –responde, ainda mais assustada. E então continua o seu caminho até ao fundo da sala. Estava tudo a olhar para ela. De certeza que estavam tão assustados como ela, e não acreditavam como é que ela tinha sido tão corajosa para responder às perguntas que a professora lhe fazia. Já no fundo da sala, fica em pé como os outros. Estava ao lado de um pai de alguém e de uma rapariga muito linda. Tinha cabelos castanhos e compridos, tão encaracolados que pareciam saca-rolhas. Os seus olhos eram da mesma cor que os de Marina: castanhos e quando o sol batia neles, ficavam amendoados. A rapariga olha para ela, e sorri-lhe. Mariana limita-se a fazer o mesmo. Ambas voltam a olhar para a professora que, vista assim, era muito feia, tinha uma verruga enorme ao lado do nariz, um cabelo estranho e (notou Marina ao entrar) cheirava a tabaco. E o mais horrível de tudo era que ela ia ser a sua directora de turma e professora de Língua Portuguesa (L.P.), que era a disciplina que iam ter mais aulas durante a semana. Marina voltou a olhar para a rapariga ao seu lado, discretamente. Começou a observá-la, com atenção. Eram da mesma altura. O seu estilo era quase o mesmo que o dela. Mas a rapariga repara que Marina está a olhar para si e lança-lhe um ar de desconfiada mas, ao mesmo tempo, carinhoso. E, então, a rapariga diz:
-Chamo-me Ana Rita. Tu és Marina, certo?
-Sim, sou. É a primeira vez que estás no liceu?
-Bem, mais ou menos. No 7º ano tinha uma amiga que andava aqui e eu às vezes, quando o contínuo não estava a ver, entrava com ela. Era muito engraçado. E depois íamos…
-Meninas aí ao fundo! –grita aquela professora. Ambas dão um pulo do susto.- Parem lá com as conversinhas e com esses cochichos que eu não tolero. Á próxima vez que eu vos apanho a cochichar, vão para a rua, quer seja na apresentação, quer seja nas aulas a sério!
-Desculpe, professora. –Lamentam-se as duas ao mesmo tempo, contendo o riso do susto que apanharam. No fim da apresentação, havia uma folha a circular por todos os alunos, onde todos escreviam a sua assinatura à frente do nome. Chegou a vez da Mariana. Ali estava o seu nome: nº 21 – Marina Afonso. Ela assinou com a sua melhor letra. Olhou para os números 1 e 2. Haviam duas pessoas chamadas Ana Sofia. O nº1 era a Ana Rita Costa e o nº2 era a Ana Rita Rosa. Apenas uma delas era a sua “amiga”.
-És Rosa ou Costa? –perguntou.
-Costa. –respondeu Ana.
-Então és o nº1. Que fixe! –comentou ela.
-Bem, eu não acho. Desde o primeiro ano que sou o nº1. Já não acho muita piada. A primeira a ir ao quadro sou eu, a primeira a quem se entrega o teste sou eu, a primeira a sair para o intervalo sou eu, a primeira a ler o que está no livro sou eu…!
-Realmente, deve ser um pouco chato, mas eu sou quase a última! Eu odeio ser a última.
-Eu também, mas só nalguns casos.
-Pois! –e começam a rir-se as duas. A apresentação chegou ao fim. Saíram todos da sala de aula, aliviados. Quando estavam todos lá fora, suspiraram ao mesmo tempo os 26 alunos! Olharam todos uns para os outros e começaram a rir às gargalhadas, achando piada à coisa. Marina dirige-se para o portão principal da escola, esperando pela sua mãe para a ir buscar. Ela repara em duas raparigas não muito bonitas mas muito convencidas. Estavam sempre a gozar com todas as pessoas que passavam. Eram ambas da sua turma. Uma delas era morena com cabelos encaracolados e usava óculos (e estava cheia de borbulhas na testa) e a outra era baixa, loira e tinha os dentes caninos muito afiados (parecia uma vampira). O riso delas era irritante, e também arrogante. As miúdas olham para Marina, que está a observá-las fixamente. Ambas viram a cara e começam a segredar outra vez, enquanto olham discretamente para Marina (ou pensavam elas que era discretamente). Era mais do que óbvio que estavam a falar mal dela. Se havia pessoas que Marina odiava eram daquele tipo: arrogantes, convencidas e “donas do mundo”. Mas ela como não era de ficar magoada com aquele tipo de coisas, virou-lhes as costas. Era também por isso que em todas as turmas a achavam fixe. As raparigas ficaram um pouco ofendidas, mas não se importavam e continuaram e gozar com as outras pessoas e aos segredinhos. Chegou finalmente a sua mãe, no seu jipe BMW branco, tão lavadinho que quase brilhava tanto como o sol. Era uma das coisas de que Marina se orgulhava: a sua mãe não podia ser mais fixe. As raparigas arrogantes ficaram boquiabertas e incrédulas, assim como o resto dos alunos que estavam à porta da escola, a olhar para aquele carrão. Aquilo é que era uma verdadeira “bomba”! Marina, descontraída, abre a porta do carro e senta-se ao lado do seu irmão. Quando a mãe arranca, começam os três a rir-se às gargalhadas, com a cara dos outros cheios de inveja. Marina não gostava de fazer inveja às pessoas, mas matava-se a rir com a cara que faziam, especialmente com o carro da mãe. Todos os anos, nos primeiros dias de aula, faziam sempre a mesma coisa, mas nunca deixava de ser engraçado.
Chegaram a casa 5 minutos depois porque, além da casa ser perto do liceu, a mãe acelerava a todo o gás na estrada, mas era muito cuidadosa na parte que tocava a conduzir. Era rápida e cuidadosa. Mãe mais fixe não podia existir, pelo menos neste universo! Eles viviam numa casa com rés-do-chão e 1º andar. Na rés-do-chão estava a sala de estar, a cozinha, um pequeno quintal, um escritório, uma WC e uma dispensa. No 1º andar haviam: o quarto dos pais (que tinha WC lá dentro), o quarto de Marina, o quarto de Pedro, o quarto das visitas (que também tinha WC) e a WC dos irmãos. Marina nunca percebeu porque não era parecida a ninguém da sua família: Ela era loira, com cabelos lisos, tinha olhos castanhos e na sua família era tudo moreno ou de cabelos negros e de olhos verdes ou castanho muito escuro. E era também a única que tinha falta de vista e então usava óculos (mas uns óculos que não era daqueles que davam um aspecto “marrão” à pessoa ou de “totó”, davam-lhe até um aspecto muito fixe). E ela também nunca viu fotos suas de quando era recém-nascida. Quando ela tinha 7 anos via uma telenovela em que havia uma rapariga que não era parecida à sua família e descobriu que era adoptada. Marina gostava tanto dessa novela que chegou a achar que também era adoptada por ser totalmente diferente da sua família. Mas depois essa obsessão passou-lhe. Apesar de tudo, era feliz.
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