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 Os 5 elementos - a vida de KuroiKaze

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Sosai Wakasaki

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MensagemAssunto: Os 5 elementos - a vida de KuroiKaze   Ter Set 09, 2008 11:43 am

Bem.... outro dia lembrei-me e isto surgiu:
________________________________________________________________________

I - A vida universitária


5 da manhã. Num quarto iluminado somente pela luz da lua crescente, uma silhueta se avista, repousando numa cama despida de qualquer tipo de lençóis. Um rapaz, com uma trunfa de tons castanhos e cinzentos como cabelo, estatura mediana, usando como roupa boxers pretos, a silhueta é pertencente. Ele possui uma pequena peculiaridade na sua imagem: os seus olhos não partilham a mesma cor. O esquerdo possui uma tonalidade castanha-avelã, enquanto que o direito é negro, como a mais profunda, imensa escuridão. Ele sonha, sonha com tudo o que girou à sua volta, tudo o que gira à volta do mundo, tudo o que em dias futuros girará.

Um som de piano, ouve-se ao longe, vindo de uma enorme pequena distância. “Can you see the storm, getting closer now; tell me how it feels being out there…” E uma guitarra se ouve. O rapaz move o seu braço para o seu telemóvel despertador. Carrega em stop, e vê as horas. 8:30 da manhã. Deita-se de novo, e põe-se a olhar para o tecto. Aquele triste tecto, que tanta cena anterior à sua chegada já assistiu. Finalmente se decide a levantar. A cambalear dirige-se à casa de banho, vê-se ao espelho, vê a sua face com a barba ainda por fazer à uma semana. Pouco liga a sua imagem. Faz as suas necessidades e lava-se. De seguida vai ao frigorífico buscar leite e bebe-lo directamente do pacote. Veste uns jeans e um casaco cinzento por cima de uma t-shirt negra. Liga o portátil e vê os seus mails e actualizações em diversos sites.

9 horas, diz o relógio do seu computador. O rapaz desliga-o, pega na sua mochila, que vai sempre no ombro, e sai do quarto. Passa pelo corredor velho, a cheirar a mofo, enfia-se no elevador, onde pressiona o número 0. Chega ao hall do edifício, onde é cumprimentado por um porteiro, e sai para a rua. O céu está nublado, com uma forte indicação de que mais tarde irá chover. Ele segue pela rua fora, passando inúmeras pessoas desconhecidas, insignificantes na sua vida, e variados prédios. Os carros, que passam ao seu lado aceleram, em direcção aos trabalhos dos seus proprietários. Enquanto isso, ele retira da sua mala, um leitor de mp3 e começa a ouvir música. “It is the end of all hope, to lose the child of their faith, to end all the innocence, to be someone like me” Caminhando distraído ele entra numa passadeira, onde um carro faz uma paragem brusca, e começa-lhe a apitar. O rapaz simplesmente ignora. Avançando de uma maneira completamente descontraída ele chega ao seu destino.

Um grande recinto com uma estátua e vários edifícios, ele se encontra. Num dos edifícios está afixado a gigantescas letras “Universidade de Seiken”. Na confusão de pessoas a saírem e a entrarem nos edifícios, o rapaz avança para um, até que certa altura ele alguém conhecido. Um outro rapaz vem na sua direcção. Com um olhar sonhador ele vai-se aproximando, completamente abstraído do mundo anterior. Passa pelo rapaz do leitor de mp3 sem dizer nada, o que faz com este diga:
- Hoooooy! Haku!
O outro rapaz enquanto caminha para a frente vira-se em busca de quem o chamou e vai contra um poste, que faz com que ele caia no chão. Dos seus bolsos 3 pedras caem, uma roxa, outra preta e uma azul. Ele apanha-as e com um grande esforço levanta-se do chão. O rapaz do mp3, enquanto se ri às gargalhadas aproxima-se de Haku.
-Sempre o mesmo, hein Haku? Só mesmo tu para passares ao lado dos teus amigos e não dares conta! Que andavas tu a pensar? Na teoria de o universo ser um pato?
-Já te disse para não me chamares de Haku, Kaze! E não, não estava a pensar nessa teoria! Estava a pensar como o nosso professor de física se parece com o Gimli do Senhor dos Anéis! Ora repara bem, basta pores-lhe uma barba maior e fica igualzinho!
-Ahahaha realmente! E vou-te continuar a chamar Haku sim! Se tu me chamas Kaze, quando na verdade o meu nome é Kuroikaze, então eu também te posso chamar Haku em vez de Hakuchuumu!
-A questão é: tu não te importas que eu te chame Kaze, porem eu importo-me que me chames Haku!
-Bla bla bla! De qualquer maneira, para onde ias tu? – pergunta Kaze.
-Para o exame de LI.
-Toino, sempre distraído, o exame de LI não é para ali, mas sim para onde eu vou!

Kuroikaze e Hakuchuumu dirigem-se os dois para um edifício de aspecto novo, sobem umas escadas de metal, e entram num longo corredor onde se avistam dezenas de pessoas.
-Olha ali a Merodei! – exclama Kaze.
Ao longe se avista uma rapariga de cabelos dourados, encaracolados, compridos… A rapariga é maior do que Kaze. Ela aproxima-se rapidamente dos dois rapazes, e eles olham para ela com um certo receio.
-Estão preparados? Já sabem tudo? Ai que eu não sei nada, que nervos… Estou tão nervosa! E se eu chumbo a isto? Ai que me lixo com os meus pais! Que nervos, que nervos que nervos! – formula Merodei enquanto abana rapidamente e nervosamente o braço de Kaze.
-Hoy hoy… - diz Kaze com cara de quem se encontra extremamente aborrecido. – E largares-me o braço não? É incomodativo estar a ser abanado de tal maneira, tonta! Ainda por cima tu, estás com nervos? Tu és a melhor aluna do ano… Tu passas isto de certeza! Agora eu… Praticamente não estudei….
-Oh não passo nada! Eu não sei nada! Eu estudo mas, não percebo! – nervosamente exclama Merodei.
-Este é o limite da Merodei! Nervosismo antes de exames extremo! Ela era capaz de reduzir a pó até o Chuck Norris! – brinca Haku.
-Ahahaha, vamos mas é dar uma volta por aqui, ver quem é que veio mais ao exame! – indica kaze.
Os três andam pelo corredor, a cumprimentarem os seus mais variados amigos. Uma rapariga de cabelo preto com uma franja passa por eles, e dirige um sorriso a Kaze. Em resposta ele simplesmente murmura um Hmph e continua o seu caminho.
-Estás mesmo decidido a não falar com a Kitsune não estás? – pergunta Haku.
-Yep.
-Todos os alunos! Está na hora de entrar! – ouve-se um professor ao longe.
-Todos entram na sala, Kaze senta-se numa das mesas, ao seu lado Haku e Merodei. O professor começa a entregar os exames. No quadro à sua frente está escrito que o exame tem a duração de uma hora e meia. Kaze olha para o seu exame:

“1) Dadas duas matrizes A e B, de dimensões mxn, fazer um programa que calcule C mxn =A+B”

Kaze começa a pensar….pega numa folha de rascunho e começa a fazer os algoritmos para tal pergunta…Olha para um lado e para o outro, toda a gente escreve…Finalmente encontra a solução:

“#include
int main(void)
{
int i,j,a[10][10],b[10][10],m,n,c[10][10];
printf(”digite o numero de linhas das matrizes: “);
scanf(”%d”,&m);
printf(”digite o numero de colunas das matrizes: “);
scanf(”%d”,&n);

for(i=0;ifor(j=0;jprintf(”leia a[%d][%d]: “,i,j);
scanf(”%d”,&a[i][j]);
}
}

for(i=0;ifor(j=0;jprintf(”leia b[%d][%d]: “,i,j);
scanf(”%d”,&b[i][j]);
}
}

for(i=0;ifor(j=0;jc[i][j]=a[i][j]+b[i][j];
}

for(i=0;ifor(j=0;jprintf(”c[%d][%d]=%d\n”,i,j,c[i][j]);
}

getchar();
getchar();
}”

Kaze passa à segunda pergunta:

“2) Fazer um programa que dada uma matriz de números reais A mxn, determine a transposta de A.”

Começa a pensar, mas uma branca lhe dá… Não se lembra como responder… Vê as restantes perguntas, mas nada lhe ocorre na cabeça. Ele não sabe porque tal coisa lhe acontece… Começa a sentir-se nervoso por não conseguir terminar o exame… Olha para os lados e vê toda a gente a gatafunhar nas suas folhas. O professor a caminhar de um lado para o outro… Ele pensa, pensa, pensa, pensa, pensa, pensa, pensa, pensa, pensa. Nada lhe ocorre… Sente-se completamente farto de ali estar… Simplesmente toma uma decisão…Escreve a palavra “desisto” na folha, entrega-a ao professor e sai da sala. Fica a espera que as pessoas saiam… Passado pouco tempo Haku também sai.
-Que tal te correu, Haku?
-Uma treta… Pus que desisto…
-Eu também, deixa lá…
Ambos esperam para que a Merodei saia… Sempre a espera, alunos a saírem aos poucos, alguns a dizerem que o exame correu mal, outros a dizer que correu bem. O costume. Finalmente, passado uma hora depois de Haku ter saído, aparece Merodei.
-Então que tal te correu? – pergunta Kaze.
-Uma porcaria! Ai que vou chumbar!
-Então mas respondeste a tudo? – interfere Haku.
-Sim…. Mas acho que vou chumbar!
-Bah, onde é que vamos almoçar?
-Cantina? – sugere Haku. – Hoje é lasanha. É boa a comida.
-Assim seja!
Os três se dirigem à cantina da universidade. Um edifício amarelo, ele é. Com uma grande porta de metal. Compram as suas senhas, e avançam. Uma vez sentados começam a atacar a lasanha. À sua volta dezenas de pessoas fazem o mesmo. Alguns conhecidos deles, outros completamente insignificantes. A certa altura aparece-lhes uma pequena rapariga, de cabelos pretos compridos que se senta na mesma mesa que os outros 3.
-Então que tal vos correu o exame? – pergunta a rapariga.
-Mal! – respondem os três em uníssono.
-Então e a ti, Hana, que tal te correu o exame de linguística?
-Uma porcaria também. Planos para a tarde há?
-Nem por isso…Dar uma volta pela cidade…Se bem que quero ir comprar o novo volume de Gintama que chegou ontem à Gnac. – responde Kaze.
-Ah, eu tenho que ir-me embora agora… Tenho que ir ter com o meu namorado. – diz Merodei. Por isso adeus! Até manhã! – e pisga-se de uma forma muito pouco subtil.
-Xau.
-Adeus.
-Bye.
Os 3 restantes levantam-se, levam os seus tabuleiros para a passadeira rolante, e saem da cantina. O céu impressionantemente tornou-se num belo azul. Caminham em direcção a um shopping. Pessoas desconhecidas passam por eles, enquanto eles animadamente falam sobre o que pensam em fazer nas férias.

Um grande edifício cinzento, com várias portas automáticas, táxis à beira de cada uma delas, pessoas a correrem a saírem e a entrar nelas. Um enorme parque de estacionamento. Chegaram ao Shopping. Entram e vêm uma enormidade de gente e as mais variadíssimas lojas. Percorrem-nas, vendo bugigangas, roupas. Vão até a uma livraria onde se sentam enquanto vêm um livro que ao abrir-se dá logo uma resposta.
-O Haku é gay? – pergunta Kaze para o livro, enquanto o abre. – Afaste-se rapidamente. – é o que o livro diz. Kaze levanta-se e põe-se a uma grande distância de Haku. Os outros 2 partem-se a rir. Kaze senta-se de novo. – O Haku é o pai natal? – e abre o livro – é, mas alguém está a tentar fazer com que não o seja.
Continuam com isto durante um bom bocado e depois vão até a Gnac. Kaze dirige-se directamente à secção de anime.
-Que ultraje! Marvel na mesma secção de Anime! Marvel não é Anime! – Kaze começa a separar tudo o que é Marvel de Anime.
-Sabes que ele já chegou a queixar-se aos empregados por aquilo estar junto? – murmura Haku para Hana.
Depois de ter separado o Marvel de Anime, Kaze dirige-se para a secção de Manga, onde pega no ultimo volume de Gintama. Vai para a caixa, dá o dinheiro à empregada e saem.
-Que horas são? – pergunta Hana.
-Oito.
-Raios, tenho que me ir embora! Adeus! – a rapariga dá um beijo a cada um deles e vai-se embora.
-E nós? Tencionas jantar aqui? – pergunta Kaze.
-Pode ser… Vamos ali até ao “Fungo” – responde Haku.
Dirigem-se até ao restaurante, onde ambos pedem uma francesinha. Entretecem-se a falar sobre jogos de computador enquanto comem. Acabo de comer ambos saem do shopping, e dirigem-se cada um deles para a sua casa. No momento de despedida, Kaze diz:
-Olha! Amanhã vou-te contar algo interessante que tenho na minha cabeça, já desde há muito tempo! Mas só te conto amanhã!
-Ah, ok… Bem, então seja, até manhã!
-Adeus!
Haku vira a esquerda enquanto que Kaze continua a caminhar em frente. Pega no seu mp3 e põe-se a ouvir música. “Time is the promise. It turns and tells them what to do. It makes them dishonest. They let the suspicion kill the truth” Finalmente Kaze chega à sua residência. Entra no elevador, passa pelo corredor com cheiro a mofo, e finalmente chega ao seu quarto.

Lê o novo volume que comprou e depois liga o seu computador. Entretém-se o resto da noite a ver anime e a falar com Sukete e Shisuado, duas amigas que ele conhece da internet.

3 da manhã. Kaze desliga o computador, vai tomar um duche. A água a correr-lhe pelo corpo provoca-lhe um efeito relaxante e refrescante. Todos os problemas do passado são esquecidos, simplesmente se está naquela hora, naquele lugar, relaxado. Acabado o banho, e boxers vestidos, ele vai ao frigorífico e bebe leite do pacote. Segue de novo para a casa de banho, onde os dentes lava. Finalmente se deita, na sua cama despida de qualquer roupa. Mais outro dia que passou, na sua vida. Kaze volta ao seu mundo de sonho, onde sonha com tudo o que girou à sua volta, tudo o que gira à volta do mundo, tudo o que em dias futuros girará, pois assim é a sua vida.
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MensagemAssunto: Re: Os 5 elementos - a vida de KuroiKaze   Ter Set 09, 2008 12:26 pm

Hum... até agora parece uma historia normal do dia de jovens estudantes. Gostei de alguns pormenores da nossa realidade.
A ver o que vai sair daqui.
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MensagemAssunto: Re: Os 5 elementos - a vida de KuroiKaze   Ter Set 09, 2008 2:44 pm

lol, mta leitura mas tá interessante, gostei do promenor dos Nightwish XD
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Sosai Wakasaki

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MensagemAssunto: Re: Os 5 elementos - a vida de KuroiKaze   Seg Set 15, 2008 3:19 pm

II - A rapariga do jardim


KuroiKaze encontra-se em pé num cenário branco. Branco à toda a sua volta, um branco que não chega a ferir o olhar, mas simplesmente branco. Simplesmente branco é a frase que melhor descreve aquele cenário. Não se vêm paredes, nem janelas nem portas. Só branco. Kaze olha a sua volta mas nada vê. Fica ali parado durante alguns instantes, e finalmente procura algo mais sem ser o branco do cenário. Avança, mas nada consegue encontrar.
-Onde é que raios eu estou? – pergunta ele a si mesmo.

De repente, todo o branco desaparece, dando lugar a um negro, um negro inimaginável, um negro onde nada se consegue ver. Não há formas abstractas a sua volta, não há aquelas formas estranhas que há quando normalmente se fecham os olhos… Simplesmente negro como nunca antes visto. Ao mesmo tempo que essa negridão aparece Kaze começa a cair. Melhor, sente-se a cair graças ao vento k lhe bate em todo o corpo. Kaze está com medo, muito medo. “Onde estou? Que me está a acontecer? Como é que estou a cair? Porque é que não vejo nada? Estarei cego?”, milhares de perguntas passam pela sua cabeça. Kaze na velocidade da queda, lembra-se que inevitavelmente haverá de embater em algo, uma batida que lhe será fatal. Entra em pânico, o seu coração injectado de adrenalina, faz com que ele perca os sentidos.

Areia? Praia? – pergunta Kaze.
Levanta-se e abre os olhos, vê um belo céu azul, sem nuvens. O sol bate-lhe fortemente na sua cara o que faz com que ele feche os olhos de incómodo. Volta a abrir os olhos. Areia até ao horizonte ao seu lado esquerdo, até ao horizonte no direito, até ao horizonte à frente, até à ao horizonte atrás. Só areia. Um deserto. Não se encontra nenhuma alma excepto Kuroi naquele lugar esquecido do mundo. Começa a avançar, avança em frente sem parar. O Sol sempre fortíssimo lá no alto não descansa. Kaze começa a ter sede, mesmo assim continua a avançar, pois eventualmente chegará algures, o deserto não é eterno. Avançar é o necessário. A sede ataca a sua garganta, as pernas doem-lhe, começa a enfraquecer. Mesmo assim avança. Sente-se desesperado, mas não desiste, avança avança avança! Já está de gatas, as forças nas pernas são praticamente nulas, já não aguenta mais, mesmo assim avança, avançando para um poço de areia movediça. O seu corpo enfraquecido pelo Sol não tenciona resistir sequer, e ele é engolido pelo Deserto. Primeiro as pernas e as mãos, os braços, o tronco e finalmente a cabeça.

Mergulha na água, água doce e fresca, que tão bem lhe sabe na boca, recupera as forças. Abre os seus olhos e repara que está completamente debaixo de água, uma luz ao longe se vê. Começa a sentir-se sem ar, nada para a luz. Os seus braços a fazerem um esforço motor enorme para ele ser o mais rapidamente impulsionado para a luz. Está sem ar, a agonia de se sentir a afogar torna-se enorme, mas mesmo assim Kaze esforça-se para subir. Um pouco mais, um pouco mais, um pouco mais, um pouco mais, um pouco mais. Os seus pulmões já não aguentam mais, mas também não precisam de aguentar, pois Kaze finalmente chegou à superfície. Ele respira o ar, um ar que lhe causa uma grandíssima tosse por tanta cinza ter.

Olha para o céu. O céu está com as cores invertidas. Onde dantes estava o bonito azul, está agora um vermelho sangrento, o mesmo vermelho que se vê quando se vê o sangue de alguém que se cortou. Com alguma dificuldade Kaze nada até ao solo formado por grandes pedras. Olha a sua volta. Em ambos os seus lados, se encontram 2 vulcões a fumegarem incansavelmente. Kaze sente-se assustado e começa a sair daquele sitio a grande velocidade. PUM! O vulcão esquerdo manda um brutal estrondo e vê-se a escorrer da sua cratera um pequeno rio de lava. Kaze começa a correr até ao ponto de lhe doer as pernas, mesmo assim continua a correr, sempre a correr, sempre a correr… KABOOM! O vulcão direito explode uma grande quantidade de pedras para o ar e lava. O terreno atrás de Kaze começa a ficar corrompido pelo calor de todos os materiais expelidos por vulcões…Kaze corre, mas a lava está mesmo atrás dele. Chega a uma ravina. A lava cada vez mais perto, quase que lhe sente já o calor. Ele decide então saltar daquela ravina. Vai a rebolar, a grande velocidade, aleijando-se em várias zonas do corpo. Finalmente pára. Mas então…

-Mas que raio….? – ele encontra-se na entrada de um grande jardim numa planície, com um pequeno monte no meio. Atrás de si a ravina não existe, o céu tem a sua cor habitual. Kaze está com uma cara confusa, daquelas que se têm quando alguém tenta explicar algo e nós não percebemos. Kaze entra no jardim.

Rosas, orquídeas, malmequeres, magnólias, amores-perfeitos, flores de lotus, arbustos e árvores de vários aspectos e feitios alguns dos quais nem sequer nome têm, está o jardim repleto. Vários animais estão lá. Gatos, cães, raposas, lobos, uma enorme quantidade de insectos. Porém nenhum deles foge ou ataca Kaze. Fontes, chafarizes, estátuas, estatuetas de anjos, estatuetas de animais. O mais belo jardim alguma vez visto por Kaze. Ele caminha em direcção ao centro, fazendo festas a alguns animais, enquanto come uma maçã que tirou. Ao longe vê uma silhueta, uma silhueta de rapariga. Ela irradia uma aura de extrema beleza, uma aura que faz o coração de Kaze tremer de excitação. Porém Kaze não lhe consegue ainda ver a cara, devido a sua distância dela. Mesmo assim percebe….
-Ah! Ali está ela! A minha….
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MensagemAssunto: Re: Os 5 elementos - a vida de KuroiKaze   Seg Set 15, 2008 3:55 pm

omg é um sonho nao? xD

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MensagemAssunto: Re: Os 5 elementos - a vida de KuroiKaze   Seg Set 15, 2008 4:03 pm

va-se la saberxD
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MensagemAssunto: Re: Os 5 elementos - a vida de KuroiKaze   Qui Out 09, 2008 6:37 pm

E aqui vai mais um calhamaço, mais um capitulo.

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III - Kitsune


Escuridão acinzentada. Kaze encontra-se na sua cama, a suar. O mesmo sonho ele sonhou. Um sonho sempre igual nos últimos sete dias. Kaze rebola na cama, pega no telemóvel, que se encontra na mesa-de-cabeceira e vê as horas. 7:07. Sempre a mesma hora, a hora em que ele acorda daquele estranho sonho. Normalmente a seguir volta a adormecer, porém neste dia ele não tem sono. Será por causa daquele dia ser tão importante? Talvez. Apesar de não ter sono, Kaze deixa-se ficar na cama. Naquela escuridão ele está, sozinho.

Kaze começa a relembrar todos os eventos passados aquele dia. O seu coração ainda não se recompôs de tudo o que aconteceu com ele. Tanta coisa, tanta coisa, tanta coisa, tanta coisa, tanta coisa, tanta coisa, tanta coisa, tanta coisa. Tanta coisa aconteceu naquele ano lectivo. Naquele ano lectivo onde ele aprendeu o que era sentir. Tudo ele se lembra, todas as coisas importantes, todas as mudanças que aconteceram em si mesmo.

“Em todo o meu passado, sempre fui frio. Sem coração. Inumano. Nunca senti nada, e desprezava quem sentisse. Os meus amigos, eram simplesmente superficiais. Nunca tive ninguém em quem pudesse totalmente confiar. Como poderia confiar em alguém sem primeiro confiar em mim mesmo? Impossível. Impossível! Não sentia nada… Nada! A não ser um vazio profundo, um vazio de quem não acreditava praticamente em nada. Nada… Nada eu senti em relação a outra pessoa. Quanto mais sentir algo mais do que o normal. Sentir amor por alguém estava fora da questão. Mais! Desprezava quem sentia tal sentimento. Só a visão de ver um casal junto, de mãos dadas, enojava-me. Só queria estar sozinho, eu estava sozinho! Um ciclo viciante, onde eu não conseguiria escapar por mim mesmo. Só tinha uma esperança. Aquele pressentimento incrível. O único. Aquele pressentimento de saber que quando fosse para Yogen, eu me curaria. Finalmente não sentiria aquele vazio, mas sim outra coisa qualquer. E lá me apaixonaria por alguém.

Porém tudo mudou ao ir para a universidade. Naquela terra distante da minha. Em Yogen. Sem conhecer ninguém fui para lá e arranjei um quarto para ficar alojado. O mesmo quarto onde eu estou agora. Fui então matricular-me na Universidade. No primeiro dia já havia praxes. Avancei, inseguro pelo recinto, sem saber ao certo onde era o sítio das matrículas. No meio de tanta gente alguém me abordou, perguntando-me em que curso estava. Respondi que era caloiro de Informática. Esse alguém então me conduziu a um conjunto de praxantes. Vem logo um que me pergunta algo ordinário. Fico sem meios de responder, embaraçado. Esse alguém foi o primeiro que me fez sentir algo, alguma vez. Algo muito forte, mais forte do que aquele vazio. Um grande sentimento de asco e nojo se apoderou ao ver aquela pessoa. Senti desde aquele momento que ele seria alguém muito negativo na minha vida, alguém que eu detestaria do fundo do meu coração. Ele disse-me que era o praxante Anaakichizu. Fui praxado por ele e outros durante um certo tempo até que me deixaram ir tratar da matrícula.

No primeiro dia de aulas, conheci Haku. A nossa primeira abordagem foi numa aula. Ele pediu-me uma caneta, tinha-se esquecido de uma. Naquele momento senti de novo algo. Uma força muito poderosa emergia dele. Uma aura. Uma aura de Guru. A partir daquele momento soube que ele seria extremamente importante para mim e me influenciaria em muito. A seguir à aula os praxantes reuniram pela primeira vez todos os caloiros. Éramos mais de cem, porém houve quatro presenças que se destacaram lá. Um foi Haku e outro, a praxar, Anaakichizu. As outras duas presenças vieram de duas raparigas. Uma Merodei, outra Kitsune. Ao ver Merodei senti uma aura positivíssima, de alguém que é muito inocente e puro de coração. De Kitsune, foi uma sensação mais estranha. Só de olhar para ela, senti que no futuro ela namoraria comigo.

O dia em que senti aquilo tudo foi dos mais confusos para mim. Nunca tinha sentido afinal de contas, excepto no dia das matrículas, e nesse dia não foi algo muito fora de vulgar. Mas aquele dia em que vi aqueles quatro, foi fenomenal.

Não sabendo o que fazer com aqueles sentimentos, decidi travar amizade com Haku e Merodei. Com Kitsune não travei, pois não sabia minimamente o que fazer com aquela estranha sensação. Ao travar amizade com Haku descobri muita coisa sobre a arte de sentir. Soube como era cada sentimento. Aprendi-os. Soube como fazer a mim próprio feliz e aos outros também. Aprendi a sentir tão bem, que cheguei a chorar de felicidade ao ouvir uma música e ao ver uma paisagem. Com Merodei aprendi o que era ter alguém que precisava de mim, que necessitava de mim, e que pedia a minha protecção. Estava feliz.

No dia 7 do último mês aprendi a amar. Foi um sentimento que me tocou momentaneamente à noite. Já desde o Verão que conversava através da internet com uma rapariga. Tinha-me apaixonado por ela. E a confirmação foram a dúzia de poemas que escrevi de um momento para o outro naquela noite, sobre ela. Um amor platónico. O sentimento que eu mais antes desprezava tinha-se apoderado de mim. O ano passou e deu lugar a um novo, porém ainda era o mesmo semestre. Decidi-me declarar-me a ela. Mas ela rejeitou-me. Afinal de contas, aquele amor era um amor virtual, como poderia ela querer-me? Vivi com o coração destroçado até chegar o novo semestre.

Esse semestre começou com Kitsune a vir falar comigo. Começamos a conhecermo-nos melhor, ao ponto de eu me apaixonar por ela. Eu achava-a linda. Tinha aquele aspecto frágil que fazia com que me desse vontade de a abraçar eternamente sempre que a via. Os seus olhos eram dotados de um castanho de uma bela árvore num dia solarengo de Primavera. O cabelo era como uma noite estrelada. O seu cheiro como o mais apetitoso dos doces. Cada vez eu me aproximava dela e ela de mim. Saíamos os dois sozinhos. O único problema na nossa relação é que ela tinha namorado. Mesmo assim, a nossa relação foi avançando ao ponto de chegarmos a sermos praticamente amantes. Ela ia até ao meu quarto onde ficávamos os dois sozinhos, apaixonadamente. Eu amava-a, e ela a mim também.

Chegado Maio, conheci Hana. A rapariga deu-me também uma verdadeira sensação positiva. Apresentei-a a Haku e ele disse-me que também tinha tido essa sensação. Enquanto isso, a minha relação com Kitsune ia cada vez melhor. Estava tudo nas maravilhas. No próximo dia que estaria com ela, ia-lhe pedir oficialmente em namoro e para parar o namoro com o namorado dela. Mas foi então que aconteceu. Numa fatídica noite, ela pôs-se através da internet a conversar com Anaakichizu. No dia seguinte veio ter comigo toda contente a dizer que tinha adorado conversar com ele. Comecei a ficar preocupado. Porquê é que ela tinha que ficar fascinada com a pessoa que eu mais detestava? Não sabia, nem sei, neste momento. Deixei ficar para outro dia o pedido. Os dias foram avançando e ela cada vez ficava mais fascinada por ele. Ela veio-me dizer que tinha através da net, feito algumas brincadeiras sexuais com Anaakichizu. Ao ouvir aquilo senti o meu coração a parar. Uma tristeza, uma dor, uma agonia, uma mágoa, uma… O maior sentimento de tristeza, de infelicidade apoderou-se de mim. Já não bastava a agonia de ser “amante” dela e não namorar oficialmente. Tinha que me vir aquela notícia. Senti-me fraco, infeliz, morto. Senti que eu não estava mais no coração dela. Entrei em pânico. Tentei fazer tudo o que podia para a ter de volta para mim. Fazer promessas. Mas nada. Nada de nada. A relação com o detestável continuou ao ponto de ela se ter esquecido de mim. Um dia, vejo o namorado dela a almoçar sozinho. Senti que algo estava de errado, de muito errado. Soube então que ela tinha acabado com ele, e começado com o outro a partir de uma amiga dela. Mas ela a mim nada me disse. Então à noite obriguei-a a confessar aquilo. Por nada ela queria dizer a verdade que eu já sabia. Chateei-me e fui a casa dela, as 2 da manhã, com uma carta a dizer-lhe o adeus. Ela me esperava à porta. Depositei a carta na entrada e comecei a voltar para casa. Aí, ela correu atrás de mim, e abraçou-me. Não a conseguia ver da mesma forma que anteriormente. Pus a minha máscara do passado, e através da falta de emoções a fiz esgotar as lágrimas e conseguir parar de pensar na amizade que ela tinha perdido. Finalmente ela foi para dentro de casa. Eu caminhei para a minha. Aquela caminhada, toda aquela caminhada, foi feita comigo a chorar todas as lágrimas que queria ter chorado com ela. A perguntar-me porquê… Porquê é que terá sido assim aquela despedida. A pessoa que eu mais amava em toda a minha vida, eu tinha deixado para trás, pois sabia que ela já não me amava. Não valia a pena. De coração partido me deitei naquele dia. No dia seguinte vejo-a na universidade. Ela dirige-me um sorriso, mas eu nada. Não falo com ela, ela quebrou promessas muito importantes comigo. Quero falar, mas a minha consciência diz que não, que não posso fazer isso, para o bem do meu coração.

Naquele tempo, quem mais se aproximou de mim, para me tentar consolar foi Hana. A rapariga tem um coração de ouro. Ajudou-me muito a recuperar. Hoje não sei o que sinto por ela. Mas sei que a ela estou eternamente grato. A minha vida avançou normalmente…até ao tempo onde estou eu agora…nesta escuridão. Gostaria de saber o que me aguarda… Mas não sei… Espero que seja bom… Pois o meu coração ainda não sarou….”


“Can you see the storm, getting closer now; tell me how it feels being out there…” O despertador do telemóvel toca.
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MensagemAssunto: Re: Os 5 elementos - a vida de KuroiKaze   Dom Mar 01, 2009 10:12 am

Peço-te q continues a historia *.*
OU...matote ^^
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Sosai Wakasaki

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MensagemAssunto: Re: Os 5 elementos - a vida de KuroiKaze   Dom Mar 01, 2009 3:39 pm

oh noes! tou lixado! vou morrer! T_T
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MensagemAssunto: Re: Os 5 elementos - a vida de KuroiKaze   Dom Mar 01, 2009 4:05 pm

Tava a bincar ^^
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MensagemAssunto: Re: Os 5 elementos - a vida de KuroiKaze   

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Os 5 elementos - a vida de KuroiKaze
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